Absolut Xuxa naVenta

dissertações de jovem, with rédea solta, à colunista melindrático, avec rasurados poéticos, au estilô cuspid

07 December 2007

STONE EDGE – ou a cùmula psico-prostática:

........ Amargo postrar numa banheira com pernas onde apenas deixo sobressever a cabeça agri_doce do esperanto;

..... Empunho o revolver numa comica atracção por calcinhas cheirosas e cabelos ondulados, sempre com o dedo fora do gatilho;

.. Pouso num qualquer mar lunar estável só com o intento de reabastecer combustivel e ainda tenho interesse em mandar uma mija numa qualquer bandeira que alguem lá deixou;

.... .... .... Quando sem marcação, Ouço o fuso e rasgante lirico de uma semelhante musa difusa de qualquer fado malandro que grita: Ehhhh ................Tigre!

Largo a Ancora do meu balburdiante kaiak, que ora com remos ora sem remos se esquiva imperdoavelmente pelo seu sinuoso trilho... Destino;

(destino) È esse o nome do meu kaiak.. e enquanto me apercebo disto o inox imaculado do metal da minha ancora toca no fundo do lodo – “Aí está ela! É agora!”

e esqueço-me de que estou vestido, rodo o pescoço e logo paro com uma dubia exactidao, como o olhar da mona lisa; ergo o braço num pedido claro de auxílio e apercebo-me que este já chegou perto do ombro e que na sua estremidade:

existe uma mão

nunca se viu em tal posição,

internos tremores palpitam os orgãos

esqueco-me de me rir, e eles caem ao chão;

Um cão de rua logo me refaz a atenção

E faz-me ficar tranquilo: Penso .. – “tranquilo, há para todos;”

E por trás do movimento da cauda do quadrupede, umas letras, um pensamento:

“ainda te hei-de enfrantar destino”, letras essas em movimento fugaz, pois estão escritas no capot de um carro que me obriga a saltar da estrada para fora, sem apontar o número de telefone do anuncio;

“Afastem-se pallhaços!” - vocifero...


E logo me apercebo de duas raparigas ciganas de rua que olham fixamente para mim a quererem perscrutar a minha alma, mas logo fecho os olhos e e suspiro: “game over”; lembro-me dos resets dos jogos de video que nos dão eternas segundas opurtunidades e abro os olhos - “apenas uma desconexão temporária”;

.. e levando ambas as mãos à cabeça, acentuo – “mas muitas mexem muito com isto” e dedilho sobre a tampa craniana, só para sentir a estática dos meus circuitos e chips mentais;

“Estou aliviado” : outras publicidades registadas de marcas viradas para o artificio do bem estar sobem-me à cabeça, e quero – Microsoft, Nike, Kodak, Sony, Barclays, Yahoo, CNBC, Mobil, LG; e olho para uma montra de uma loja e vejo uma representação hologramática de bebé, que logo é adolescente, depois jovem, depois adulto e depois velho, e que sempre tem o mesmo sorriso hilariante durante todas as fases em crescendo de idades da sua vida; Arrepio-me e puxo o meu casaco até às orelhas como se derepnete atravessasse um temporal e penso – “morrerá ele também a rir?” e com isto sinto-me no corpo de um velho esqueleto que já está no limiar da sua exitência, um corcunda vagaroso com óculos de quem já não vê nada a passear pelas ruas mas na mão não leva uma bengala... e acordo

“não leva uma bengala não ! leva outra mão!” e ouço o capitão haddock que habita no meu cérebro reptiliano e ele diz: “Nao te mataram! Semearam-te”

É certamente estranha a via da monogamia

Ainda mais nestes correntes tempos de origamia

A Sentimental falsa e imediata confraria

Em Plasma partilha, a aguçante poligamia

“Sem dúvida!”

- resistirei até ao osso, por ti minha fiel amante companheira, e seguro, preguiçarei...

Ou, - padecerei aos encantos, dos prazeres em buffet da jovialidade, e inseguro, esfarrapar-me-ei;

Olhos de lince verdes já vos viram dançar de todas as formas, vultos já só são fumo compactado que se movimenta..

Apercebida a bipolaridade do que devia ser homogéneo, afinal o yin nem sempre ou raramente tem o mesmo peso do Yang..

Reparei nas maçanetas de grandes portas de metal trabalhadas umas com os seus leões de boca aberta ávidos por sangue e morte e outras não menos grandes com as suas folhas de palma em rebentos florais de vida..

Coloquei um balão de soro num mundo acastanhado e moribundo..

Quem já viu homens ficarem com a cara roxa e os olhos negros de tanto sorrirem com os dentes serrados, e preferiu ter a cabeça em saturno e no pulmão um ponto de exclamação jamais quererá construir mesas cujos pés representem pernas de animais galopantes..

“Eu tenho o direito de fazer tudo! E se duvidam do meu poder, aqui está uma amostra”

Esta noite sento-me na poltrona, no trono do meu quarto, e perante os meus cd’s, dvd’s, discos de vinilo, livros, downloads, pinturas, recortes e colagens...

olho à volta e estou em STONE EDGE

20 April 2007

barra de espaços

(por todo o momento
em que ha uma altura em
que qualquer energia explode
e, perdem-se olhares,
rompem-se esbracejares,
disparam-se palavras,
rasgam-se sorrisos..
sem dar-mos por ela, as simetrias que fundamos em relação a algo, sofrem um grande abanão)

PontO 1

é incerto como o vento
sem dúvida errante no tempo
este tormento que de quão lento intento:
AÇAMBARCA SEM DESENRASCAR

PontO 2

seria talvez, preciso um perito
cuja alquimia é fonte de delito
no imediato esse dado maldito:
QUE TRIUNFA AQUANDO DE SE TROPEÇAR

PontO 3

O Antes Quimera efémera
o que foi antes agora já era
o depois, estática fachada, figura de cera:
FORMA - SORRIR, DE QUEM GOSTA DE ARRECADAR

PontO 4

anda lá, quero ver, ganha-lhe o hábito
existir é partilhar, logo será prático
por hoje e desde sempre ficámos asmáticos
NA ÁRIDA MONTANHA HÁ ESPERANÇA DE ESCAPAR

rústicos desejos entre pontes modernas
ternos anseios que nos róiem as pernas
o chafariz inundado pela fome inculcada
apontado, anti-crise, aos jábastantes profetas
a sede aperta os entes mundanos mas crentes
onde o medo petrifica a certeza moldada..

Há Solução! Press Enter!
ou então não.. Barra de Espaços !

08 February 2007

2 poças

2 poças, são sulcadas a cada passo:

{tenho um gato que é um cão} - um segredo a guardar para o futuro
- invento bem delineado, o recorrer do tempo » em cosmos de cima(acima sempre de qualquer falha)
{votei sempre naquele que não queria} - e de propósito claro
- intento bem sorvido, o desvalorizar do acto » em baixa de cotação(abaixo de qualquer suspeita)

dos tempos modernos, A FACULDADE

aparece-me apenas uma certeza vigente, desde que me lembre
(longe vão os tempos dos raciocinios logicos por etapas)

mas embrulhei-a num guardanapo, por acaso pouco resistente,
e rasgou-se um bocado(enquanto o escrevia), perdeu-se um pedaço(enquanto o guardava)

sei bem : que pecado!
ao fim e ao cabo, perdi-lhe o rasto!
e queda-se-me desde então a ignorância..
a ilusão, a (falsa?) paciência,
a insurreição subita, a doce ternurância;

um rosto simpático numa janela dum carro,
uma colmeia de sentidos, na barra de um mini-mercado,
uma fuga celeste, efemérides descargas em prados,
a climatização dirigida aos fracos,
o desnorteio por azar, gesto formado


Apanhar-te em instante seguro,
e segurar-te pelo âmago através dos tempos,
a tripla esfera da celeridade e logo o banhar da serenidade,
do pacto dos vivos, ser a própria cria, a celebridade logo esquecida,
dá dois tempos, e volta, ser, algo CRISTAL;

existirá centeio de pó de arroz??

1001 ideias incabadas, em tragados espaços desbaldadas
1100 milicias revoltadas, neste plato crânio encerradas
enquanto andas ó estupido, por onde passas?

circulos internos, feras amansadas.. e tentativas concretizadas?

vivi no tempo da surpresa.. vivi no tempo da expectativa..
agora sei e sei
percebi e vi
onde e qdo ainda aqui
os sinais de algo mais

sempre a guardar sempre a esperar mas por nada .. ou por pouco ..
amar a miséria sem saber e cair na desgraça sem querer..

Foda-se pa merda é tempo de chocar,
molhar a seca e sacar
aspirar o tédio e mascar,

andando, andando, rindo, rindo, somando, somando, chorando, falando
fora-dentro, tudo certo, nada espreita, tudo é incerto

falndo, andando, sorrindo, falando, andando sorrindo, SAI SAI SAI SAI
espera, espera, espera, CONSULTANDO ??


verdade verdadinha??
viver numa cozinha é sem duvida mais complicado do que dormir numa varanda!

05 January 2007

[alegria_divisão]

os 6 posts abaixo com os titulos compreendidos entre parenteses curvos, são traduções feitas por mim, de lyrics originais escritos por Ian Curtis, vocalista falecido por auto-indução, de famosa banda de Manchester de finais de 70/80's.
- Hope you found your peace Ian. much thnkz for all the legacy..

(O AMOR VAI-NOS DESPEDAÇAR)

quando a rotina crava forte,
e as ambições são baixas
e o ressentimento galopa alto
mas as emoções não crescem
e nós mudamos os nossos caminhos
tomando estradas diferentes

aí o amor, o amor vai-nos despedaçar outra vez
amor, o amor vai-nos despedaçar outra vez

porque é que o quarto é tão frio?
tu viraste-te para longe no teu lado.
foi o meu "timing" que fez fendas?
o nosso respeito corre tão seco
no entanto ainda há este apelo
que nós mantivemos pelas nossas vidas

mas o amor, o amor vai-nos despedaçar outra vez
amor, o amor vai-nos despedaçar outra vez

tu choras para fora no teu sono,
todos os meus falhanços expostos.
E existe um gosto na minha boca,
enquanto o desespero toma conta
Apenas que algo tão bom,
apenas não funciona mais.

mas o amor, o amor vai-nos despedaçar outra vez
amor, o amor vai-nos despedaçar outra vez
amor, o amor vai-nos despedaçar outra vez
amor, o amor vai-nos despedaçar outra vez

(vidro)

corações falham, corações jovens falham,
a qualquer altura, pressurarizados,
sobreaquecidos, supra-cansados,
toma-o rápido, toma-o asseado,
abrocha tuas mãos, toca teus pés,
toma-o rápido, toma-o asseado,
toma-o rápido, toma-o asseado.

corações falham, corações jovens falham,
a qualquer altura, despindo-se,
de fuga, no sub-solo,
põe a tua mão onde é seguro,
deixa a tua mão onde é seguro.

Faz isso outra vez,
Faz isso outra vez e outra vez e outra vez...

a qualquer altura, é o teu direito.
não desejarias de fazer isso outra vez,
sobreaquecido, super-cansado.
não desejarias de fazer isso outra vez...
a qualquer altura, é o teu direito....
não desejarias de fazer isso outra vez...
eu aposto que desejarias de fazer isso outra vez
faz isso outra vez...

(da segurança para onde...?)

nao eu nao sei porquê.
nao eu nao sei porquê.
para que lado virar,
eu tenho este bilhete para usar.

através de andamentos infantis de rebeldia e crime,
para chegar a este ponto e voltar atras outra vez.
os coraçoes partidos, todas as rodas que viraram,
as memorias cicatrizaram e a visão está borrada.

não eu não sei que caminho,
não sei para que lado me virar,
o melhor uso possivel
que o bilhete me possa dar.

apenas de passagem, ate atingirmos a proxima etapa
mas apenas para onde, ora ja tudo foi tratado
apenas de passagem mas a partitura tem de ser feita.
devemos seguir em frente ou ficar em segurança ao invés?

através de andamentos infantis de rebeldia e crime,
para chegar a este ponto e voltar atras outra vez.
os coraçoes partidos, todas as rodas que viraram,
as memorias cicatrizaram e a visão está borrada.

apenas de passagem, ate atingirmos a proxima etapa
mas apenas para onde, ora ja tudo foi tratado
apenas de passagem mas a partitura tem de ser feita.
devemos seguir em frente ou ficar em segurança ao invés?

03 January 2007

(desordem)


eu tenho esperado por um guia que chegasse e me levasse pela mão,
podem estas sensações fazer-me sentir os prazeres de um homem normal?
estas sensações raramente me interessam num outro dia,
eu tenho o espirito, perde o sentimento, leva o choque para longe.

está a ficar acelarado, a mover-se mais rápido agora, está a ficar fora de mão,
no décimo andar, descendo as escadas das traseiras, é uma terra de ninguém
as luzes ofuscam, os carros colidem, torna-se frequente agora.
eu tenho o espirito, perde o sentimento, deixa-o sair de alguma forma

o que interessa a ti, o que interessa a mim, e vamo-nos encontrar outra vez,
estou a olhar para ti, estou a olhar para ela, não aceito pena da parte dos teus amigos
quem é que está certo, quem pode dizer, quem é que se rala agora,
quando o espirito nova sensação tomar posse, aí tu vais saber
quando o espirito nova sensação tomar posse, aí tu vais saber
quando o espirito nova sensação tomar posse, aí tu vais saber
eu tenho o espirito, mas perco o sentimento
eu tenho o espirito, mas perco o sentimento
sentimento,sentimento,sentimento,sentimento,sentimento,sentimento,sentimento