STONE EDGE – ou a cùmula psico-prostática:
........ Amargo postrar numa banheira com pernas onde apenas deixo sobressever a cabeça agri_doce do esperanto;
..... Empunho o revolver numa comica atracção por calcinhas cheirosas e cabelos ondulados, sempre com o dedo fora do gatilho;
.. Pouso num qualquer mar lunar estável só com o intento de reabastecer combustivel e ainda tenho interesse em mandar uma mija numa qualquer bandeira que alguem lá deixou;
.... .... .... Quando sem marcação, Ouço o fuso e rasgante lirico de uma semelhante musa difusa de qualquer fado malandro que grita: Ehhhh ................Tigre!
Largo a Ancora do meu balburdiante kaiak, que ora com remos ora sem remos se esquiva imperdoavelmente pelo seu sinuoso trilho... Destino;
(destino) È esse o nome do meu kaiak.. e enquanto me apercebo disto o inox imaculado do metal da minha ancora toca no fundo do lodo – “Aí está ela! É agora!”
e esqueço-me de que estou vestido, rodo o pescoço e logo paro com uma dubia exactidao, como o olhar da mona lisa; ergo o braço num pedido claro de auxílio e apercebo-me que este já chegou perto do ombro e que na sua estremidade:
existe uma mão
nunca se viu em tal posição,
internos tremores palpitam os orgãos
esqueco-me de me rir, e eles caem ao chão;
Um cão de rua logo me refaz a atenção
E faz-me ficar tranquilo: Penso .. – “tranquilo, há para todos;”
E por trás do movimento da cauda do quadrupede, umas letras, um pensamento:
“ainda te hei-de enfrantar destino”, letras essas em movimento fugaz, pois estão escritas no capot de um carro que me obriga a saltar da estrada para fora, sem apontar o número de telefone do anuncio;
“Afastem-se pallhaços!” - vocifero...
E logo me apercebo de duas raparigas ciganas de rua que olham fixamente para mim a quererem perscrutar a minha alma, mas logo fecho os olhos e e suspiro: “game over”; lembro-me dos resets dos jogos de video que nos dão eternas segundas opurtunidades e abro os olhos - “apenas uma desconexão temporária”;
.. e levando ambas as mãos à cabeça, acentuo – “mas muitas mexem muito com isto” e dedilho sobre a tampa craniana, só para sentir a estática dos meus circuitos e chips mentais;
“Estou aliviado” : outras publicidades registadas de marcas viradas para o artificio do bem estar sobem-me à cabeça, e quero – Microsoft, Nike, Kodak, Sony, Barclays, Yahoo, CNBC, Mobil, LG; e olho para uma montra de uma loja e vejo uma representação hologramática de bebé, que logo é adolescente, depois jovem, depois adulto e depois velho, e que sempre tem o mesmo sorriso hilariante durante todas as fases em crescendo de idades da sua vida; Arrepio-me e puxo o meu casaco até às orelhas como se derepnete atravessasse um temporal e penso – “morrerá ele também a rir?” e com isto sinto-me no corpo de um velho esqueleto que já está no limiar da sua exitência, um corcunda vagaroso com óculos de quem já não vê nada a passear pelas ruas mas na mão não leva uma bengala... e acordo
“não leva uma bengala não ! leva outra mão!” e ouço o capitão haddock que habita no meu cérebro reptiliano e ele diz: “Nao te mataram! Semearam-te”
É certamente estranha a via da monogamia
Ainda mais nestes correntes tempos de origamia
A Sentimental falsa e imediata confraria
Em Plasma partilha, a aguçante poligamia
“Sem dúvida!”
- resistirei até ao osso, por ti minha fiel amante companheira, e seguro, preguiçarei...
Ou, - padecerei aos encantos, dos prazeres em buffet da jovialidade, e inseguro, esfarrapar-me-ei;
Olhos de lince verdes já vos viram dançar de todas as formas, vultos já só são fumo compactado que se movimenta..
Apercebida a bipolaridade do que devia ser homogéneo, afinal o yin nem sempre ou raramente tem o mesmo peso do Yang..
Reparei nas maçanetas de grandes portas de metal trabalhadas umas com os seus leões de boca aberta ávidos por sangue e morte e outras não menos grandes com as suas folhas de palma em rebentos florais de vida..
Coloquei um balão de soro num mundo acastanhado e moribundo..
Quem já viu homens ficarem com a cara roxa e os olhos negros de tanto sorrirem com os dentes serrados, e preferiu ter a cabeça em saturno e no pulmão um ponto de exclamação jamais quererá construir mesas cujos pés representem pernas de animais galopantes..
“Eu tenho o direito de fazer tudo! E se duvidam do meu poder, aqui está uma amostra”
Esta noite sento-me na poltrona, no trono do meu quarto, e perante os meus cd’s, dvd’s, discos de vinilo, livros, downloads, pinturas, recortes e colagens...
olho à volta e estou em STONE EDGE





